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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Saboreando a culinária do Pará - Frutas típicas



Olá...

Hoje vou escrever sobre a riqueza das frutas e castanhas desta região. Fiz um apanhado bem legal para mostrar a vocês... Consegui calorias, receitas da maioria das frutas catalogadas..... Se eu colocasse aqui tudo que coletei, vocês ficariam lendo durante uma semana.. rs rs rs

Portanto, nesta matéria, coloquei os pontos que considerei mais interessantes e populares, e se alguém tiver interesse em algo específico, envie um e-mail solicitando! :)

A região Norte tem grande variedade de frutas locais e exclusivas. Os índios descobriram e deram nome à maior parte das frutas consumidas na região: bacuri, uxi, biribá, buriti, murici, sapucaia, ingá...
Para eles, a fruta é uma dádiva divina.




O açaí é bem conhecido fora do Norte brasileiro, mas em sua terra natal tem outros usos, sendo até mesmo servido ao lado de peixes e farinhas. Também é feito um vinho de açaí – na verdade um suco sem álcool – que pode ser consumido como bebida ou usado como base para outras receitas.





O cupuaçu é outra verdadeira joia amazônica. Seu sabor azedinho e doce é inspiração para diversos doces, como bombons, sorvetes, compotas, sucos, geleias e licores.







Igualmente saboroso é o bacuri, metade flor, metade fruto, que se come fresco, em calda, em sorvete, creme e pudins, que compete em popularidade com o cupuaçu.





A Pupunha é o fruto da pupunheira, uma planta de porte magnífico da família Arecaceae, é originária das florestas tropicais do continente americano. É muito conhecida e consumida pelas populações nativas da América Central até a Floresta Amazônica, sendo há séculos utilizada na sua alimentação. Os frutos são frequentemente consumidos depois de cozidos em água e sal ou na forma de farinha ou óleo comestíveis. Contudo eles também podem ser matéria prima para a fabricação de compotas e geleias.



Outro fruto muito apreciado é o murici (ou muruci), um grãozinho amarelo ou oliva, de sabor adocicado e convidativo: a cereja tropical, porque sua temporada é curta, do qual se faz vinho, doce, geléia, rebuçado, compota, e exporta-se enlatado em calda.






Ainda tem as castanhas, dita do Pará, que o mundo come chamando de brazilian nut (a noz brasileira).

A nós, cabe torcer para que essas iguarias deixem as fronteiras do Norte brasileiro.

Bom apetite!!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Saboreando a culinária do Pará...


Olá pessoal,

Estou a passeio na região norte do Brasil, especificamente no Pará, e deliciando a culinária paraense....  Uma mistura exótica e muito saborosa. 

Resolvi, então, falar um pouco desta culinária tão charmosa!

A Culinária do Pará apresenta como sua maior influência a cultura indígena e, um pouco da portuguesa e africana. 

Os ingredientes básicos são oriundos da exuberante natureza da Amazônia, como camarão, caranguejo, marisco, peixe, aves, caça, pato, todos temperados com folhas (maniva, chicória, jambú, coentro), pimentas de cheiro e ervas. São cozidos em panelas de barro ou assados em moquéns e embebidos de tucupi.

O café é substancioso, com paçocas salgadas (de charque com farinha, amendoim, castanha-do-pará ou de caju). A macaxeira ou mandioca doce aparece cozida e em bolos. No almoço, os peixes se destacam à mesa e são preparados moqueados ou embrulhados em folhas de bananeira. O arroz de jambu  é acompanhamento de diversos pratos.

Os três pratos mais conhecidos e mais tradicionais do Pará são a maniçoba, o tacacá e o pato no tucupí. As palavras tem a sonoridade tão exótica quanto os seus segredos e sabores. O ingrediente chave dessa gastronomia é a mandioca, da qual se aproveita todas as partes: desde a folha até a raiz.

A maniçoba, por exemplo, pode ser comparada a um tipo de feijoada, em que o porco, o bucho e o toicinho estão embebidos num caldo escuro feito da maniva -- folha venenosa da mandioca que precisa ser cozida durante sete dias para neutralizar o veneno e formar o caldo mais saboroso do que qualquer um feito a partir do feijão.

Para fazer um bom pato no tucupí é preciso dois dias. O pato é temperado e assado à parte, depois é embebido no caldo de cor amarelada e sabor, infelizmente, indescritível. 

O tucupí é como se fosse o suco da raiz da mandioca, que fica fermentando por muitos dias ao ar livre e depois precisa ser muito bem fervido para que não cause uma infecção intestinal em quem for saboreá-lo.

Outro caldo famoso que usa o tucupí como base é o tacacá. Servido muito quente, a sopa acompanha o camarão seco, a goma da mandioca (que tem textura de cola caseira) e uma erva muito especial chamada jambú, com propriedade um tanto anestésica -- a língua fica com uma sensação trêmula. Estranho de entender? Mais estranho ainda é imaginar que essa sopa quente, fumegante, é ingerida quase que por tradição no meio da tarde no Pará, a uma temperatura que por volta das 16h está entre 35 e 41 graus.

Ainda se destacam no cardápio da região amazônica peixes como o filhote e o pirarucu, sendo que este pode pesar até 200 kg. Por ser grande, o pirarucu possui diferentes cortes, assim como acontece com a carne bovina. Já o filhote, como o nome sugere, é um peixe novo, de até 20 kg, consumido enquanto sua carne é macia. 

O tambaqui também é bastante consumido cozido ou assado. Mas o destaque é a deliciosa costela de tambaqui (espinhas do peixe), assada em brasa.

Há outras iguarias da cozinha do Norte, como o caldo de turu, as sopas de tartaruga e o aviú.

Vale a pena conhecer e experimentar esta rica culinária ...

Bom apetite!!!