quarta-feira, 4 de maio de 2011

Stevia- Que tal trocar seu adoçante?



Histórico

Na época da colonização da América do Sul, todo o território Paraguaio e regiões limítrofes do Brasil, Argentina e Bolívia, era habitado pelos índios Tupi-guaranis. Eles utilizavam as folhas de uma pequena planta que denominaram Ka'a He'e, que em guarani, significa "erva doce", para adoçar diversas preparações medicinais. Em 1887, pela primeira vez, o Ka'a He'e teve uma abordagem científica dada pelo Naturalista Moisés S. Bertoni, juntamente com o químico Dr. Ovidio Rebaudi. A Sociedade Botânica, em homenagem a Bertoni, denominou-a Stevia Rebaudiana Bertoni.
A partir daí, houve diversas publicações a respeito da Stevia: publicações jornalísticas na Suíça em 1920; publicações em revistas Americanas especializadas de circulação mundial (The American Perfumer), Inglesa (Chemistry and Industry, 1954) e Alemã (Zucker-und Subwaren Wirtschaft - 1958); entre outras, que revelavam a Stevia como planta pródiga e com grandes perspectivas de comercialização e industrialização. Em 1924, pela decisão da Union Internacionale de Chimie em Copenhagen, o nome de Steviosídeo foi atribuído ao princípio adoçante. Em 1931, foi divulgado o poder edulcorante deste composto como sendo 300 vezes maior do que o da sacarose. Desde 1970 o steviosídeo é utilizado no Japão como agente edulcorante (adoçante) em alimentos e bebidas.

No Brasil desde 1987 é utilizado como adoçante e nos Estados Unidos a partir de 1995 como ingrediente para suplemento dietético.

A Stevia é uma planta originária da América do Sul, na Serra do Amambaí, região limítrofe entre o Brasil e o Paraguai.

Da planta de Stevia extrai-se o edulcorante steviosídeo, mais conhecido como adoçante. Com poder de doçura 300 vezes maior que o açúcar de cana (Sacarose). O steviosídeo não é calórico, possui propriedades anti-cariogênicas, suporta tanto altas como baixas temperaturas sem a perda das propriedades de doçura. Por seu poder flavorizante realça o sabor dos alimentos. Estudos recentes revelam que o steviosídeo possui também propriedade anti-oxidante, tornando-o um alimento funcional (nutracêutico).

ORIGEM: A stevia rebaudiana (bert.) BERTONI, é uma planta originária da América do Sul, pertencente à família Compositae, tribo ASRERACEA, gênerio Stevia e espécie Stevia_rebauduana. Foi identificada em 1.905 por MOISÉS S. BERTONI, na serra Amanbaí, região limítrofe entre o Brasil e Paraguai.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA: É uma planta arbustiva que forma, com o tempo, múltiplos brotos e mede de 40 a 80cm de altura. A raiz perene, fibrosa e filiforme.

ESCOLHA DA ÁREA PARA INSTALAR A CULTURA: para uma cultura perene que irá permanecer na mesma área por 4 a 6 anos, é prudente que a escolha desta área seja feita com rigoroso critério, especialmente com relação à presença de plantas invasoras e patógenos, bem como, com os seus respectivos controles.

TRANSPLANTIO: Para que se possa executar o transplantio, as mudas stevia, devem ter 100cm de altura; contando com dez pares de folhas. O sistema radicular deve possuir, pelo menos, 5cm de comprimento. Esta operação deve ocorrer no inicio da primavera, quando o clima esta ameno. Para o transplantio das mudas, na área definitiva, devem ser feitos sulcos de 20cm de profundidade por mudas devem ser colocadas nas paredes inclinadas do sulco de 20cm por 15cm de largura, espaçadas entre si com 50cm; acompanhando a linha do nível do terreno. As mudas devem ser colocadas nas paredes inclinadas do sulco, espaçadas, entre si, de 20cm, quando esta operação estiver concluída, deve-se cobrir as plantas com o uso de uma enxada, tomar o cuidado de não apiloar o solo.

CUIDADOS GERAIS COM A CULTURA: Imediatamente após o transplantio os cuidados com as mudas se restringem a irrigações de dois em dois dias para fixar as raízes no solo, e capinas periódicas quando se fizer necessário. Essas irrigações devem ser espaçadas para intervalos maiores à medida que ocorra o pegamento da cultura.

CUIDADOS COM AS PLANTAS DURANTE O CRESCIMENTO
ADUBAÇÃO:
Adubação de manutenção – a adubação de manutenção da stevia deve ser feita por ciclo de produção. Pesquisas determinaram que a absorção de alguns nutrientes essenciais aumente a partir dos 57 dias após o transplantio até a floração da planta.
• Adubação fosfatada – anualmente,
• Adubação nitrogenada – uma aos 30 dias e outra aos 60 dias após o transplantio ou corte,
• Adubação potássica – juntamente com a adubação nitrogenada,
• Solução de micronutrientes – aplicar conforme as deficiências do solo.

IRRIGAÇÃO: A irrigação contribui para o acréscimo de produtividade de matéria seca, também para a sobrevivência das plantas. O sistema radicular da stevia está restrito a uma profundidade de até 15cm. Se ocorrer falta de água no solo, as plantas terão mais dificuldades de reiniciar o crescimento.

COLHEITA: A colheita deve ocorrer no final do ciclo de crescimento da planta, imediatamente antes do início da floração; podendo se estender até que se abram as flores. A colheita manual deve ser feita com ferramentas de cortes bem afiadas para que não ocorra abalo no sistema radicular das plantas no ato do corte dos ramos. A operação em si, sendo manual ou mecânica, deve ser executada com cortes a 2cm acima do solo, retirando-se os ramos da área de plantio.

PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE: A cultura de stevia oferece uma produtividade média de folhas secas de 4.000 a 5.000 kg/há. A classificação das folhas desta planta pode ser feita pela porcentagem de adoçantes, que giram em torno de 06 a 12% de umidade.

SECAGEM: colocam-se os ramos sobre uma superfície ao sol em terreiro ou lona plástica sem sobreposição dos ramos por um período de 6 horas. Posteriormente, procede-se a separação das folhas com o uso de um rastelo ou por movimentos bruscos destes. Se a chuva for imprevisível, deve-se estar preparado para retirar do terreiro os ramos com folhas e armazena-los em ambientes seco até que possam voltar ao sol.

ARMAZENAMENTO DAS FOLHAS: As folhas limpas devem ser armazenadas em sacos protegidos da umidade do piso e das paredes externas devido a sua utilização, para consumo humano, estas folhas devem ser armazenadas em ambiente limpo e livre de insetos e ratos que podem vir a transmitir doenças para o homem.

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE O VIVEIRO DE STEVIA
O canteiro de produção de mudas de stevia deve ter 25cm de altura e 1 metro de largura e quantos metros de comprimento forem necessários, o solo destes canteiros depois de adubado, devem ser destorroado antes da semeadura. As sementes de stevia são semeadas a lanço sobre os canteiros, sendo colocada uma quantidade de (10 g/m2 de semente), devem ser protegidas com sombrite para não serem levadas pelo vento. No período de germinação recomenda-se cinco (5) regas diárias após a germinação (3 a 4 dias após o semeio) recomenda-se duas (2) regas diárias. Uma boa muda, após 90 dias de viveiro, deve ter entre 10 a 15cm de altura, pelo menos 10 pares de folhas e um sistema radicular de 10cm de comprimento.

Camellia sinesis...



Os alimentos funcionais são definidos pela International Food Information Council (IFIC) como alimentos que provêm benefícios adicionais à saúde aos já atribuídos nutrientes que contêm. Dentre os alimentos funcionais, o chá é uma bebida amplamente utilizada, perdendo apenas para a água como a bebida mais consumida no mundo (LAMARÃO e FIALHO, 2009).

Originário da China, o chá é cultivado e consumido pelas suas características de aroma e sabor e propriedades medicinais em mais de 160 países, especialmente os asiáticos (NISHIYAMA e cols., 2010). Os chás produzidos a partir de folhas de Camellia sinesis são classificados em três categorias conforme o processo de fabricação: fermentado (preto), não fermentado (verde) e semi fermentado (oolong), sendo que o chá verde caracteriza 20% da produção mundial (LIMA e cols., 2009).

As propriedades funcionais do chá verde são atribuídas ao seu conteúdo polifenólico, que inclui flavonóis, flavonoides, flavondióis e ácidos fenólicos que totalizam cerca de 30% do peso seco das folhas. A maioria dos polifenóis do chá verde se apresenta como flavonóis, e dentre os quais, predominam as catequinas. As quatro principais catequinas do chá verde são a epicatequina (EC), 3-galato de epicatequina (GEC), epigalocatequina (EGC) e 3-galato de epigalocatequina (GEGC).


Uma típica bebida de chá-verde, preparada em uma proporção de 1 grama de folhas para 100mL de água por 3 minutos de infusão, geralmente, contem cerca de 35-45 mg/100mL de catequinas e 6 mg/100mL de cafeína. Alguns estudos indicam deixar a folha em infusão por 10 minutos.

Diversos estudos epidemiológicos sugerem que os potenciais benefícios desses alimentos seriam na redução do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, tais como câncer, doenças cardiovasculares, distúrbios metabólicos, doenças neurodegenerativas e enfermidades inflamatórias (SENGER, SCHWANKE e GOTTLIEB, 2010).

 
Função das catequinas no metabolismo lipídico
Entre uma variedade de efeitos benéficos do chá verde, grande atenção tem sido dada à redução da gordura corporal. Evidências sugerem que o extrato do chá verde contendo 25% de GEGC possa reduzir o apetite e aumentar o catabolismo de gorduras. As doses de chá verde que surtem tais efeitos variam largamente, mas tipicamente ficam em torno de 3 copos por dia, equivalente a, aproximadamente, 240 a 320mg de polifenóis (LAMARÃO e FIALHO, 2009).

O sistema nervoso simpático regula a termogênese e a oxidação lipídica. Substâncias como os flavonóides do chá verde possuem capacidade de atuar sobre este sistema através da modulação da noradrenalina, aumentando assim a termogênese e a oxidação das gorduras, evitando, dessa forma, o aumento no tamanho e quantidade de adipócitos e, consequentemente, prevenindo o depósito de gordura no organismo e regulando o peso corporal. Nesse caso, alguns estudos mostram que as catequinas desempenham um papel importante no controle do tecido adiposo, principalmente pela regulação que a GEGC exerce sobre algumas enzimas relacionadas ao anabolismo e catabolismo lipídico, como a acetil CoA carboxilase, Ag sintetase, lipase pancreática, lipase gástrica e lipooxigenase. Estudos in vitro e in vivo sugerem que a GEGC modula a mitogênese, a estimulação endócrina e a função metabólica nas células de gordura, além de estar associada com a má absorção de carboidratos e gorduras no trato intestinal, por inibição enzimática e do sódio transportador de glicose (SENGER, SCHWANKE e GOTTLIEB, 2010).

Em humanos, estudos com indivíduos eutróficos e com sobrepeso que ingeriram doses altas e baixas de bebidas contendo catequinas, revelaram o decréscimo significativo no peso corporal, no IMC, na circunferência da cintura e na relação cintura quadril em ambos os grupos que ingeriram altas e baixas doses de catequinas. A medida da cintura indicou significante decréscimo na área total de gordura, bem como na área visceral em ambos os grupos. Além de encontrarem significante redução de colesterol total e do LDL (KAJIMOTO e cols., citado por LAMARÃO, FIALHO, 2009).
  • Efeitos adversos
Entre os efeitos adversos do chá verde, foi relatado que o consumo, por 5 anos, de chá obtido diariamente de 65 g de folhas, pode levar à disfunção hepática, a problemas gastrointestinais como constipação e até mesmo, à diminuição do apetite, insônia, hiperatividade, nervosismo, hipertensão, aumento dos batimentos cardíacos e irritação gástrica. Pesquisadores ainda complementam que altas doses podem causar efeitos adversos significantes pelo conteúdo de cafeína, especificamente palpitações, dor de cabeça e vertigem (LAMARÃO e FIALHO, 2009). Por isso é muito importante ter cautela quanto ao seu uso, pois ainda não existe um consenso quanto a sua dosagem e modos de administração (chá ou cápsula) (SENGER, SCHWANKE e GOTTLIEB, 2010).

Os estudos científicos atuais consideram a C. sinensis como uma planta estratégica para a saúde humana no século XXI. As pesquisas com o chá verde revelam de forma crescente seu efeito restaurador de estados patológicos e, por tratar-se de uma bebida amplamente disponível e de baixo custo, torna-se viável o seu uso como um importante coadjuvante no manejo nutricional em diversas patologias. No entanto, não se pode esperar que um único alimento tenha a capacidade de proporcionar um impacto de grandes proporções sobre a saúde pública, embora seja importante observar que mesmo um efeito modesto pode ter um impacto importante sobre as causas mais prevalentes de morbidade e mortalidade das DCNT, merecendo assim maior atenção, tendo em vista que em pouco tempo o consumo regular de chá verde poderá ser considerado como parte das dietas ocidentais. (SENGER, SCHWANKE e GOTTLIEB, 2010).

Também é válido ressaltar quer, com o objetivo de obter redução de gordura corporal torna-se importante aliar o consumo do chá verde a um plano alimentar equilibrado, além da prática frequente de atividade física, consideradas condutas favoráveis para acelerar o metabolismo energético (LAMARÃO e FIALHO, 2009).
REFERÊNCIAS

LAMARÃO, R. C.; FIALHO, E. Aspectos funcionais das catequinas do chá verde no metabolismo celular e sua relação com a redução da gordura corporal. Revista de Nutrição, Campinas, vol. 22, n.2, p. 257-269, 2009.
LIMA. J. D., e cols. Chá: aspectos relacionados à qualidade e perspectivas. Ciência Rural, Santa Maria, v. 39, n. 4, p. 1270-1278, 2009.
SENGER, A. E. V.; SCHWANKE, C. H. A.; GOTTLIEB, M. G. Chá verde (Camellia sinensis) e suas propriedades funcionais nas doenças crônicas não transmissíveis. Scientia Medica, Porto alegre, v. 20, n.4, 2010.

sábado, 16 de abril de 2011

Dicas para lanches!!!






Olá!

Você já sentiu aquela sensação de querer algo novo para se alimentar e não tem mais ideias?
Criatividade é um dos princípios para comer de forma saudável e de 3 em 3 horas! São, ao todo, 6 refeições recomendadas: café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde, jantar (ou um lanche maior) e ceia.

O grande problema é que os tais lanches e ceia são sempre um sofrimento para as “velhas de guerra”, as que estão no mundo da dieta há anos e não aguentam mais comer barrinhas de cereal de todos os tipos, formas, tamanhos e quantidades de calorias!!

Por isso decidi trazer para vocês opções saudáveis, pouco calóricas e variadas de possíveis lanches da manhã, da tarde e ceia para que vocês possam acabar um pouco com a falta de opção e diversificar a dieta com tranquilidade e sem nenhum peso na consciência!

Colação (100 calorias):
*atenção! selecione uma entre as opções abaixo*

  • 1 pão de queijo médio;
  • 4 castanhas do pará;
  • 1 fruta + 2 castanhas do pará;
  • 4 biscoitos integrais (tipo Cookie);
  • 2 fatias de pão de forma integral light com 1 colher de sopa requeijão light;
  • 2 nozes + 1 colher de sopa de uva passas;
  • 1 pote de iogurte light + 1 colher de sopa de granola sem açúcar;
  • 1 fruta + 1 pote de iogurte light;
  • 3 castanhas do pará + 3 damascos secos;
  • 1 polenguinho light + 1 fruta;
  • 1 pacote de torrata Magic Toast light

Colação (150 calorias):
*atenção! selecione uma entre as opções abaixo*

  • 1 copo de suco light (ou café) + 1 polenguinho light + 1 pão de queijo médio;
  • 1 copo de suco light (ou café ou chá) + 2 fatias de pão de forma integral light com 1 colher de sopa de requeijão light (ou queijo cottage);
  • 1 fruta + 4 castanhas do pará;
  • 1 pote de iogurte light + 2 fatias de pão de forma integral light com 1 colher de sopa de requeijão light (ou queijo cottage);
  • 2 castanhas do pará + 4 amêndoas secas + 2 nozes + 2 damascos secos;
  • 1 pote de 200gr de salada de fruta;
  • 6 biscoitos (tipo Cookie) integrais diet ou 6 castanhas do pará;
  • 4 castanhas do pará + 5 damascos secos;
  • 1 banana + 2 colheres de sopa de aveia;
  • chá ou café sem açúcar + 1 pão pequeno sem miolo + 1 fatia fina de queijo minas ou ricota;
  • 1 iorgurte light + 1 fruta + 1 colher de sopa de farelo de aveia;
  • 1 xíc de 150gr de salada de fruta + 2 col de sopa de aveia

Lanche da tarde (200 a 250 calorias):
*atenção! selecione uma entre as opções abaixo*

  • 1 copo de suco light + 4 fatias de pão de forma integral light com 1 colher de sopa de requeijão light (ou queijo cottage)+ 2 fatias de presunto de peru;
  • 1 pote de iogurte light + 4 fatias de pão de forma integral light com 1 colher de sopa de requeijão light (ou queijo cottage);
  • 2 col de sopa de granola sem açúcar + 1 pote de iogurte light + 1 fruta;
  • chá ou café sem açúcar + 2 pães de queijos pequenos ou 1 esfirra pequena;
  • 8 castanhas do pará;
  • 4 castanhas do pará + 1 col de sopa cheia de uva passas + 2 nozes;
  • 8 biscoitos (tipo cookies) integrais;
  • 1 copo de leite desnatado + 1 col chá de chocolate em pó (Toddy Light é muito bom!) + 1 pão de sal pequeno sem miolo + 2 fatias de mussarela light (ou 1 da comum);
  • chá ou café sem açúcar + 2 fatias de pão de forma comum + 1 fatia fina de mussarela comum + 1 fatia de presunto de peru;
  • 1 pote de iogurte desnatado + 1 fruta + 1/2 xíc de sucrilhos sem açúcar (recomendo Nesfit);
  • 1 xíc de salada de frutas + 3 col sopa de aveia + 1 pote iogurte light;
  • 6 damascos secos + 5 castanhas do pará + 1 col de sopa de uva passas
OBS: A quantidade calórica por fatia de pão de forma integral light calculada = 35kcal




Dicas:


- Um dos melhores pães integrais é o 100% integral;
- Fiquem atentos nas calorias dos lanches (só o da manhã + o da tarde já dá em torno de 400 calorias)
- Beba MUITA água! Dieta ricas em fibras ajudam o intestino a carregar a gordura para fora do organismo, mas este benefício acontece somente com ajuda de muita água! Por isso é preciso pelo menos 2 litros por dia, se não, não emagrece e o intestino fica preguiçoso!!!

- Evitem líquidos durante a refeição, porque eles dificultam a digestão. Se for tomar alguma coisa que seja, no máximo, até 30 minutos antes de comer e 1 hora depois de comer;
- Coma de 3 em 3 horas, mesmo que seja uma fruta ou uma barrinha de cereal, assim você não deixa seu organismo morrendo de fome e emagrece MESMO!
As dicas são essas e ficam aí as sugestões! Comentem, critiquem e contribuam!!

Bom apetite!!!

sábado, 26 de março de 2011

Alegação: O consumo de feijão branco auxilia na perda de peso.




A associação que se faz atualmente entre o consumo de feijão branco e a perda de peso tem por base o efeito da faseolamina, uma glicoproteína presente em todas as espécies Phaseolus vulgaris (o feijão comum) [1].

A faseolamina atua como inibidor da enzima alfa-amilase pancreática (PPA), responsável pela digestão dos hidratos de carbono em nível intestinal. Ao interferir na atuação da enzima, a glicoproteína age como bloqueadora da absorção dos amidos resultando em um menor aporte de energia consumido e em menores índices glicêmicos pós-prandiais [1].

A natureza deste processo é explicada pelo mecanismo de inibição não competitiva, ou seja, quando existe a possibilidade de ligação simultânea do inibidor e do substrato à enzima [2]. 

Por outro lado, outros constituintes do feijão comum (fibras, taninos e fitatos) são também substâncias que se correlacionam inversamente com a digestão de carboidratos e resposta glicêmica [3].

Em uma recente revisão da literatura [4] observou-se que três estudos clínicos controlados aleatorizados demonstraram perda de peso vinculada à ingestão de faseolamina. Entretanto, os pesquisadores indicam a necessidade de se conduzir mais pesquisas, onde sejam considerados grupos amostrais mais significativos e maiores períodos de acompanhamento.

Os estudos em questão avaliaram entre 25 e 60 indivíduos em um período que variou de 4 e 8 semanas. Quatro estudos, realizados in vitro e em ratos, avaliaram a segurança da faseolamina e concluíram que a substância não apresenta efeitos tóxicos, sob a ressalva que ainda não foi estipulada a dose segura para consumo pela população [4].

Referências Bibliográficas
Blocking carbohydrate absorption and weight loss: a clinical trial using a proprietary fractionated white bean extract. Altern Ther Health Med. 2007 Jul-Aug;13(4):32-7. [3] Lujan DLB, Leonel AJ, Bassinello PZ, et al. Variedades de feijão e seus efeitos na qualidade protéica, na glicemia e nos lipídios sangüíneos em ratos. Ciênc. Tecnol. Aliment., 2008 Dez 28(Supl.): 142-149. [4] Marset JB, Zamora MTC, Aloy MG, et al. Efectividad y seguridad de la faseolamina para perder peso. Grupo de Revisión, Estudio y Posicionamiento de la Asociación Española de Dietistas-Nutricionistas. 2009 Nov: pp 1-3.

fonte: nestle


O PODER DAS FRUTAS


Frutas são importantes componentes de uma alimentação saudável e seu consumo em quantidade adequada tem sido associado à diminuição de mortalidade e redução da ocorrência de doenças crônicas como as doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o consumo inadequado de frutas está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo, onde existe forte evidencias de que o consumo de frutas diminui também o risco de diabetes e obesidade, como parte de hábitos alimentares saudáveis.

Elas têm características especiais: geralmente de natureza polposa, aromas próprios, saborosas – de sabor doce e agradável, coloridas, muito nutritivas e são ricas em açúcares solúveis.

As frutas devem ser incluídas diariamente na alimentação, pois nos brindam com: água, fibras (celulose), vitaminas diversas, sais minerais, frutose ou levulose (açúcares naturais), carboidratos, gorduras e proteínas, tudo de maneira equilibrada e, quase sempre, com baixas calorias.

As frutas são classificadas de acordo com seu tipo:
  • Frutas com caroço: ameixa, cereja, damasco, nectarina e pêssego;
  • Frutas duras: maçã, maçã ácida e pera;
  • Frutas moles: amora, framboesa, morango e uvas;
  • Frutas cítricas: laranja, limão, tangerina e mexerica;
  • Frutas mediterrâneas e tropicais: abacaxi, banana, carambola, caqui, figo, fruta-do-conde, goiaba, lichias, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e papaia.

Vantagens do consumo das frutas: 
  • Fontes de micronutrientes, fibras (beneficia o intestino, evitando prisão de ventre) e de outros componentes com propriedades funcionais;
  • São de fácil digestão e promovem saciedade;
  • Fontes de vitaminas e minerais - indispensáveis para o crescimento das crianças;
  • É um alimento de baixa densidade energética, isto é, com poucas calorias em relação ao volume da alimentação consumida, o que favorece a manutenção do peso corporal;
  • As frutas cítricas contêm vitamina C e bioflavonóides, nutrientes importantes para reforçar o sistema imunológico;
  • As frutas vermelhas e alaranjadas são fartas em caroteno. Substância considerada anticancerígena.
As frutas podem ser ingeridas com a casca, na qual, às vezes, encontram-se vitaminas e sais minerais, além de celulose, que concorre para a limpeza intestinal.

Elas podem ser consumidas ao natural, sob a forma de sucos, refrescos, batida com leite, sorvetes, saladas, purê, em preparações diversas, em combinação com salgados como presunto, aves e carnes. Também podem ser consumidas assadas, cozidas, em compota, doces em massas, gelatinosas, geleias, cristalizadas e secas. O importante é usar a técnica de consumo que menos prejudique o valor nutritivo da fruta.

Dicas:
  • Consumir a fruta entre as refeições - nesses intervalos ocorre um melhor aproveitamento dos nutrientes;
  • Procure guardar as frutas inteiras, pois qualquer solução de continuidade facilita o processo de decomposição e perdas nutricionais. Frutas maduras demais ou moles ou esmagadas apresentam alto índice de desperdício;
  • Considera-se suficiente o consumo mínimo de 400 g de frutas diariamente, o que equivale a cinco porções desses alimentos.  
Conheça as propriedades nutricionais de algumas frutas e adote já essas delícias em sua alimentação diária.

Fruta
Porção
Energia (Kcal)
Proteínas (g)
Lipídios Totais (g)
Carboidra-tos Totais (g)
Fibra Alimentar
Vitaminas e Minerais
Abacaxi
214 g (1 xícara de chá picado)
96
1,43
1,46
22,17
2,55
A ,C e B6, potássio, cálcio, ferro e fósforo
Banana Nanica
110g (unidade)
89
1,38
0,33
21,77
1,61
B6 e C, potássio, ferro
Caqui
113g (unidade)
72
0,69
0,37
19,44
2,94
A ,C e B1 e B2, potássio, cálcio, ferro, betacaroteno e ácido galactogênico
Kiwi
77g (unidade)
49
0,89
1,05
10,7
1,77
A, C e do complexo B, cálcio, magnésio, potássio, fósforo e ferro
Laranja Pera
137g (unidade)
42
0,95
0,41
11,38
2,69
A, B e C, flavonóides, ferro, cálcio, iodo, fósforo, potássio e selênio
Maçã Fuji
130g (unidade)
78
0,27
0,94
20,16
2,93
A, B1, B2 e C, potássio, fósforo, ferro, magnésio e cálcio
Mamão Papaya
283g (unidade)
99
1,56
0,79
28,3
6,59
A, C e do complexo B, fósforo, cálcio e ferro
Melancia
148g (fatia)
33
0,75
0,16
7,21
0,19
A, C e do complexo B, licopeno, fósforo, ferro, potássio, cálcio,
Pera
133g (unidade)
56
0,53
0,47
15,97
3,62
A e C, potássio, fósforo, ferro, cálcio, magnésio e enxofre
Pêssego
113g (unidade)
46
1,06
0,41
12,25
2,67
A e C, potássio, cálcio, sódio, fósforo
Uva Rubi
13g (unidade)
6
0,05
0,02
1,48
0,08
A,B e C, iodo, fósforo
Morango
12g (unidade)
4
0,1
0,08
0,88
0,26
A, C , B6 e niacina, cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio

segunda-feira, 14 de março de 2011

Estudo aponta que a hortelã pode ser usada para aliviar os sintomas de pessoas que sofrem com úlcera


A úlcera péptica causa danos e desconforto ao estômago, e acomete cerca de 10% da população mundial, principalmente indivíduos com idade entre 30 e 70 anos. Seu desenvolvimento está fortemente relacionado com a digestão alimentar, que ocorre quando há, por exemplo, sobreposição de fatores que agridem a mucosa gástrica - ácido clorídrico e pepsina - em relação aos fatores que a protegem - muco e bicarbonato.
Estudo realizado pela Unicamp aponta que a hortelã pode ser usada para aliviar os sintomas de pessoas que sofrem com úlcera. A bióloga Christiane Takayama testou um óleo essencial da espécie Hyptis spicigera, popularmente conhecida como catirina, hortelã, cheirosa ou cheirosa-de-espiga. O óleo, que ainda precisa de mais testes antes de se comercializado, conseguiu inibir praticamente em 100% a formação da lesão ulcerativa.
O óleo aumenta a produção do muco gástrico, a camada responsável por proteger o estômago contra o suco gástrico. Esse contém pepsina e ácido clorídrico, os quais maltratam a mucosa estomacal, provocando as úlceras. Ao aumentar o muco, o óleo conseguiu defender o órgão contra a formação de lesões ulcerativas, não somente reduzindo-as, mas também impedindo a sua formação.
"Foi um resultado encorajador", comemora Takayama. Segundo a pesquisadora, não existia na literatura científica provas cabais dessas atividades benéficas da hortelã. "O que havia era apenas indicação popular, contudo nenhum estudo comprobatório desse potencial do óleo", completa.
O composto mostrou características antioxidante, capaz de abrandar a formação de espécies reativas de oxigênio por mecanismo de transferência de hidrogênio. E também forte potencial de cicatrização, conseguindo reduzir praticamente em 90% a área da lesão de úlcera nos animais.

Fonte: bibliomed, 14 de março de 2011